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Sinop,04/06/2026

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Espriella e Cepeda disputam presidência da Colômbia no segundo turno

agenciabrasil.ebc.com.br
Espriella e Cepeda disputam presidência da Colômbia no segundo turno

Após uma eleição marcada por muita violência política, a Colômbia confirmou hoje (1º) os candidatos que disputarão o segundo turno para o cargo de presidente. A peleja ficará entre o representante da extrema-direita Abelardo de la Espriella e o candidato de esquerda, o senador Ivan Cepeda.



Abelardo de la Espriella saiu na frente no primeiro turno. Ele teve 43,7% dos votos. Ivan Cepeda ficou em segundo lugar, com 40% dos votos. A representante da direita, a senadora Paloma Valência, que teve o apoio do ex-presidente Álvaro Uribe, chegou em terceiro lugar, bem abaixo dos outros candidatos, com pouco menos de 7% dos votos.



A vitória parcial de Espriella foi uma surpresa, já que as pesquisas indicavam que Cepeda terminaria o primeiro turno com vantagem.



Abelardo de la Espriella



Admirador dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, Espriella é advogado, tem 47 anos e disputa sua primeira eleição. Ele tem a segurança pública como carro-chefe de campanha e prometeu colocar o Exército nas ruas para diminuir a violência.



Ivan Cepeda



Já Cepeda é senador e ficou conhecido por atuar nas negociações do acordo de paz com as Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Ele é apoiado pelo atual presidente, Gustavo Petro, e defende a continuidade das políticas sociais de Petro para reduzir desigualdades.



Hoje, Cepeda afirmou que sua equipe de campanha não detectou nenhuma irregularidade na contagem dos votos. Neste domingo (31), Petro questionou o método usado e disse que não aceitava o resultado da contagem inicial dos votos.



Violência



As eleições colombianas têm sido marcadas por uma alta violência. No ano passado, o senador e pré-candidato à eleição Miguel Uribe Turbay sofreu um atentado a tiros e acabou falecendo meses depois. Cepeda, Espriella e Valencia também denunciaram ameaças de morte durante a campanha.



*Com informações da agência Reuters e reportagem de Iara Balduino


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